F1 negocia TRASMISSÃO de CORRIDAS com a AMAZON
Categoria está em negociações para ter suas provas transmitidas na Amazon Prime.
Por Sérgio Siverly em 23/12, às 16h05

A F1 está negociando com a Amazon para um possível serviço de streaming de suas corridas.

Chase Carey, atual CEO da F1 que deixará o cargo em janeiro, disse ao Financial Times que está conversando com a gigante empresa estadunidense sobre novos acordos de exibição.

🗣”Eles são um parceiro em potencial incrivelmente importante e uma oportunidade para expandirmos e fazermos crescer nossos negócios”.



As discussões acontecem no momento em que a F1 busca expandir seu público, visando fãs mais jovens que estão cada vez mais migrando para assistir esportes online em vez de assistir nas redes de TV tradicionais.

A Amazon está entre os gigantes da internet mais agressivos em licitações por direitos esportivos ao vivo em todo o mundo. A empresa garantiu os direitos de transmissão da Liga Nacional de Futebol nos Estados Unidos, está entre as emissoras da Premier League e, no início deste mês, disse que queria fechar acordos para a exibição de grandes jogos de críquete na Índia.

Esses movimentos são projetados para vincular os espectadores de esportes ao Amazon Prime, que no Brasil, custa R$9,90 por mês.



A F1 também está sob pressão para desbloquear novas receitas após perdas induzidas pelo coronavírus em 2020. O grupo sofreu perdas operacionais de US$363 milhões nos primeiros nove meses do ano, por causa de taxas mais baixas de promotores de corrida por causa dos eventos sem público.

Liberty Media, o grupo que adquiriu o esporte por US$8 bilhões há quatro anos, foi forçado a injetar US$1,4 bilhão na F1 em abril, liberou metade de sua força de trabalho e promoveu cortes salariais dos executivos para resistir à pandemia.

No entanto, a Amazon e outras grandes empresas de Internet relutam em oferecer o tipo de dinheiro que as emissoras pagavam anteriormente pelos direitos de exibição da F1. O maior acordo de transmissão da categoria é com a Sky, de propriedade da Comcast, no Reino Unido, valendo US$250 milhões por ano em um acordo que vai até 2024.

Este ano, a F1 negociou ou renovou acordos de direitos de TV no Canadá, França, Alemanha, Itália, Espanha e países nórdicos, enquanto também está em processo de finalização de um acordo no Brasil. Os negócios de transmissão representam cerca de um terço das receitas gerais da F1.

Sérgio Siverly
O menino que ficava em frente da TV com um prato fingindo ser um piloto de F1 nos anos 1990 e o cabeça de gasolina por trás do BOTECO F1.

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