WOLFF explica porque MERCEDES "NÃO QUER" MAX
Diretor disse que não quer mais viver um relacionamento tóxico entre companheiros dentro da equipe.
Por Sérgio Siverly em 12/11, às 09h02

Você sabe que a Mercedes evita ao máximo ter um ambiente pesado com dois pilotos “alfas” em seu time, certo?

O diretor da equipe, Toto Wolff, disse que teve uma conversa com o tetracampeão mundial, Alain Prost, pouco depois de assumir o seu posto no time de fábrica da montadora alemã e que Prost lhe deu dicas de como evitar batalhas internas que poderiam prejudicar o seu ambiente organizacional.

🗣”No começo de minha jornada com a Mercedes, eu lembro de uma conversa com o Alain Prost. Eu disse para ele: ‘O que aconteceu de errado entre você e o Senna?’. Ele me disse que as vezes, eles não sabiam se tinham o apoio do time ou não. Sempre tinha política envolvida”, disse Wolff.



🗣”Agora eu não sei se é verdade porque não estava lá e certamente eles tiveram uma grande era, mas nós não temos jogos políticos. Os assuntos políticos ficam do lado de fora, mas nunca dentro do time. Eu jamais permitiria”.

🗣”Transparência, ser honesto um com o outro, culpar o problema e não a pessoa, e empoderamento são os valores mais importantes para nós. É por isso que temos um bom ambiente, divertido, mas também desafiador”.

Mesmo assim, o clima entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg foi piorando cada vez mais, até o final da parceria em 2016, quando o alemão anunciou a sua aposentadoria, logo após tornar-se campeão mundial.



É por causa dessas questões que a Mercedes não pensa em contratar Max Verstappen, ao menos enquanto Hamilton estiver com o time.

🗣”O Max não é uma opção para a Mercedes. Nós nunca vamos entender exatamente o que aconteceu entre o Nico e o Lewis naquela época. Eles têm muita história mesmo antes da Mercedes, precisamente da época de kart e categorias menores”, disse Wolff para a ORF.

🗣”Nós vimos como a amizade deles tornou-se uma rivalidade hostil. A dinâmica entre os dois foi muito difícil de entender. Começou quando eu cheguei no time em 2013 e só piorou. Foi uma situação muito difícil de lidar”.

🗣”Durante as reuniões, tinha uma energia negativa no ar. Em um momento, não era mais aceitável e conversamos sobre isso, mas a hostilidade entre os dois permaneceu. A presença do Max criaria uma guerra de estrelas desnecessária. Felizmente, com o Valtteri, algo assim ainda não surgiu”.

Sérgio Siverly
O menino que ficava em frente da TV com um prato fingindo ser um piloto de F1 nos anos 1990 e o cabeça de gasolina por trás do BOTECO F1.

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