F1: RENAULT ACEITA fornecer MOTORES para a RBR
Montadora francesa aceita obrigação de fornecer motores para a RB, caso o time não encontre uma alternativa.
Por Sérgio Siverly em 06/10, às 08h38

O diretor da Renault, Cyril Abiteboul, aceita que a montadora seja obrigada a fornecer motores para a Red Bull, após o anúncio da saída da Honda da F1.

Com a saída da montadora japonesa, a Red Bull e a AlphaTauri não terão motores para participar do campeonato à partir de 2021. Neste momento, a marca está estudando suas opções, mas é bem improvável que Mercedes e Ferrari sejam uma opção viável, pois as duas empresas já vetaram a possibilidade no passado.

O problema é que a Red Bull e a Renault encerraram seu relacionamento da pior forma possível em 2018, inclusive com a equipe austríaca rebatizando os motores franceses de “Tag Heuer”, antes de fechar com a Honda.



A Renault, que será rebatizada de Alpine como time no ano que vem, é a única montadora sem equipes clientes no grid da F1. A Mercedes terá quatro equipes em 2021: o próprio time de fábrica, a Aston Martin, a McLaren e a Williams; a Ferrari tem três: o time de fábrica, a Alfa Romeo e a Haas.

Importante lembrar que o regulamento da FIA impede que uma montadora forneça para mais de três equipes, algo que pode ser mudado para 2021, afinal, tirando o time de fábrica, a Mercedes forneceria justamente para o máximo disponível.

Entretanto, a Renault pode ser forçada a fornecer motores para a Red Bull, de acordo com o regulamento esportivo, que obriga a montadora com menos times no grid a fornecer motores para uma equipe que não tenha nenhuma alternativa.



🗣”Conhecemos o regulamento e o aceitaríamos. Acredito que será apenas neste momento que discutiremos, caso a Red Bull não consiga encontrar uma solução, o que eu realmente espero que não seja a situação”, disse Abiteboul para a publicação AS da Espanha.

🗣”Quando você participa de um esporte, precisa aceitar as obrigações que estão associadas”.

A Red Bull ainda parece sem opções, mas o diretor do time, Christian Horner, disse que a marca está “bem preparada e equipada para responder efetivamente, assim como já provamos no passado”.

Sérgio Siverly
O menino que ficava em frente da TV com um prato fingindo ser um piloto de F1 nos anos 1990 e o cabeça de gasolina por trás do BOTECO F1.

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