GP da França: MUDANÇAS são PROPOSTAS à FIA
Novo diretor do GP da França, Éric Boullier, confirmou que submeteu à FIA propostas de mudanças.
Por Thiago Cartoni em 27/01, às 16h28

Após 10 anos fora da Fórmula 1, o GP da França voltou a fazer parte do calendário mundial em 2018, tendo Paul Ricard como novo palco do evento. Mas, logo em sua segunda edição, a corrida foi fortemente criticada pela falta de ação e espetáculo na pista. A principal razão apontada para isso foi o traçado, e os organizadores decidiram trabalhar nessa questão para evitar uma repetição do GP de 2019.

Para tentar solucionar o problema, os organizadores submeteram à FIA uma proposta de modificação do traçado da pista de Paul Ricard, para incentivar as ultrapassagens, parte fundamental da ação e do espetáculo de uma corrida.

Éric Boullier, novo diretor do GP da França, disse:

🗣“Estamos trabalhando há vários meses e neste momento estamos na fase final. Fizemos uma sugestão para a modificação de traçado após o trabalho feito com a FOM. A proposta está bem avançada, pois existe uma versão que está hoje em fase de aprovação pela FIA. A ideia é que os carros tenham menos arrasto aerodinâmico.”

Para atingir este objetivo, as curvas 1 e 2, conhecidas como o “S” de La Verrerie, seriam redesenhadas e atenuadas para que os carros de F1 possam passar com uma velocidade bem maior que antes, terminando em uma área de frenagem forte em Saint-Baume.

🗣“Isso criaria duas grandes retas e duas zonas de ultrapassagem. Em qualquer situação, nos simuladores, os carros estão chegando mais próximos, e se você não conseguir ultrapassar na Saint-Baume, você vai conseguir na primeira chicane.”

Por mais que o projeto esteja avançado, Éric Boullier foi cuidadoso em afirmar que “nada é certo ainda, porque estamos esperando a aprovação da FIA”. Por outro lado, se for aprovado, o trabalho necessário seria mínimo – estimado em “quatro dias de trabalho, mais precisamente quatro noites”.

Outras opções foram consideradas antes desta proposta, mas a remoção da chicane do Norte, que divide a reta Mistral em duas nunca esteve entre elas.

🗣“Nós estamos mantendo a chicane, obviamente. Foi uma fantasia que se espalhou rapidamente. Você tem que saber que, se você quiser ultrapassagens, você precisa fazer curvas em 90 graus. No final da reta, é uma curva de pé embaixo, então há poucas chances de ultrapassagem ali. O traçado que queremos vai favorecer uma segunda zona de ultrapassagens.”

Thiago Cartoni
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